As festas em homenagem a Iemanjá, a Rainha do Mar, estão entre as manifestações religiosas e culturais mais marcantes do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Celebradas principalmente no dia 2 de fevereiro, as homenagens reúnem milhares de fiéis, moradores e turistas que se dirigem às praias para agradecer, fazer pedidos e renovar a fé junto ao mar.
No Litoral Norte, Capão da Canoa e Tramandaí se destacam como importantes polos dessas celebrações, que unem religiosidade, tradição e valorização das culturas de matriz africana.

Em Capão da Canoa, a celebração de Iemanjá tem a participação ativa de diversos terreiros e lideranças religiosas. Entre eles, destaca-se o Centro de Umbanda e Quimbanda Ogum Beira-Mar e Iemanjá, que há anos participa das homenagens na orla, promovendo rituais marcados pela fé, pelo respeito ao mar e pela preservação ambiental.


Sob a condução de Pai Cezinha, o centro reúne filhos de santo e devotos em momentos de oração, cantos e entrega simbólica de oferendas, reforçando a importância da espiritualidade, da ancestralidade e da responsabilidade com a natureza. A presença do centro e de Pai Cezinha é reconhecida por fortalecer a organização das homenagens e o diálogo com a comunidade.


Tramandaí tradição que atravessa gerações

imagen Prefeitura de tramandai
Em Tramandaí, a festa de Iemanjá é uma das mais tradicionais do Litoral Norte e reúne grande participação popular. Fiéis vestidos de branco, imagens da orixá e procissões terrestres e marítimas marcam a celebração, que transforma a beira-mar em um grande espaço de fé e emoção.

imagen Prefeitura de tramandai
A cidade é considerada um ponto de referência espiritual para devotos de Iemanjá, recebendo pessoas de diversas regiões do Estado que mantêm viva a tradição ano após ano.
Cultura, respeito e preservação

Mais do que uma celebração religiosa, as festas de Iemanjá em Capão da Canoa e Tramandaí representam um patrimônio cultural imaterial, reafirmando o respeito à diversidade religiosa e às tradições afro-brasileiras. A atuação de centros religiosos, como o Ogum Beira-Mar e Iemanjá, e de lideranças como Pai Cezinha, contribui para manter viva essa herança cultural, e religiosa

Entre flores, cantos e o som do mar, a devoção a Iemanjá segue unindo fé, cultura e identidade no Litoral Norte gaúcho.