Juscelino Kubitschek - (crédito: Arquivo)
A presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek, neta do ex-presidente Juscelino, se manifestou nesta sexta-feira (8/5) após um relatório da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) concluir que JK foi morto em 22 de agosto de 1976 por ação do regime militar, quando viajava pela Via Dutra, estrada que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.
Em nota, Anna Christina disse que a reabertura sobre o debate da morte do avô é um passo significativo para a verdade histórica do Brasil. “Durante décadas, prevaleceu a versão de que JK teria sido vítima de um acidente automobilístico… Novas investigações, perícias independentes e relatórios produzidos por comissões da verdade estaduais, pelo Ministério Público Federal e agora pela CEMDP apontam graves inconsistências nessa narrativa”, disse a presidente do Memorial.
Para ela, os dados reunidos ao longo dos anos indicam que o fato não pode ser lido de forma isolada do contexto político da época. No fim dos anos 1970, JK era uma das maiores lideranças civis do país. Ele foi cassado e perseguido pelo regime militar, que perseguiu de forma opressora os opositores.
A neta do ex-presidente destacou que recebeu o ofício da comissão ainda hoje, e vai tomar conhecimento do material encaminhado. “A família considera fundamental que o Brasil enfrente sua história com coragem e transparência. Caso a CEMDP conclua oficialmente que JK foi vítima de um atentado político, será um reconhecimento histórico necessário — não apenas para sua memória, mas para todas as vítimas da violência do Estado”, concluiu Anna Christina.
Leia a nota na íntegra:
“A reabertura do debate sobre a morte de meu avô Juscelino representa um passo importante para a verdade histórica no Brasil. Durante décadas, prevaleceu a versão de que JK teria sido vítima de um acidente automobilístico. No entanto, novas investigações, perícias independentes e relatórios produzidos por comissões da verdade estaduais, pelo Ministério Público Federal e agora pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) apontam graves inconsistências nessa narrativa.
Correio Braziliense