Hantavírus: a cronologia completa da crise no navio MV Hondius

Como começou o surto
O surto de hantavírus ligado ao navio polar MV Hondius começou durante uma viagem iniciada em 20 de março de 2026, saindo de Ushuaia, na Argentina. A embarcação realizava uma rota turística por áreas remotas do Atlântico Sul e da Antártica.
As autoridades acreditam que os primeiros passageiros contaminados podem ter contraído o vírus durante uma excursão de observação de aves no sul da Argentina antes mesmo do embarque. A suspeita principal envolve contato indireto com fezes ou urina de roedores silvestres infectados.
A rota da viagem
O navio passou por diversos pontos isolados do Atlântico Sul, incluindo:
- Ushuaia, Argentina;
- Ilhas da Antártica;
- Geórgia do Sul;
- Tristan da Cunha;
- Ilha de Santa Helena;
- Cabo Verde;
- Ilhas Canárias, Espanha.
O destino final previsto agora é Rotterdam, na Holanda, onde a embarcação deverá passar por desinfecção completa e inspeção sanitária.
O desenvolvimento da situação
Os primeiros sintomas apareceram em abril. Passageiros começaram a apresentar:
- febre;
- problemas gastrointestinais;
- pneumonia;
- insuficiência respiratória aguda;
- choque cardiopulmonar.
A situação piorou rapidamente quando ocorreram as primeiras mortes a bordo.
Até 11 de maio de 2026:
- 7 casos foram confirmados pela OMS;
- 2 casos seguem suspeitos;
- 3 mortes foram registradas.
Quem foram as primeiras vítimas
A primeira morte registrada foi de um homem holandês de 70 anos, que apresentou sintomas em 6 de abril e morreu em 11 de abril dentro do navio.
Sua esposa, de 69 anos, também adoeceu, desembarcou na Ilha de Santa Helena e foi transferida para Johannesburgo, na África do Sul, onde morreu em 26 de abril. Exames posteriores confirmaram hantavírus.
A terceira vítima foi uma passageira alemã que morreu em 2 de maio ainda a bordo.
Existe morte confirmada no Brasil?
Até o momento, não há registro oficial de mortes relacionadas ao surto do MV Hondius no Brasil. Autoridades internacionais seguem monitorando passageiros que passaram por diferentes países durante a viagem.
Os testes e confirmação do vírus
Os exames laboratoriais confirmaram a presença da cepa Andes do hantavírus, considerada rara porque pode apresentar transmissão entre humanos em situações específicas.
Os testes foram realizados em colaboração entre laboratórios da:
- África do Sul;
- Argentina;
- Suíça;
- Senegal.
A Organização Mundial da Saúde confirmou oficialmente os resultados.
Repatriação dos passageiros e tripulação
A operação internacional de repatriação começou nas Ilhas Canárias, especialmente em Tenerife. Passageiros foram retirados usando roupas de proteção e submetidos a triagem médica rigorosa.
Os envolvidos foram enviados para diferentes países:
- Estados Unidos;
- França;
- Reino Unido;
- Holanda;
- Austrália;
- Espanha.
Alguns passageiros viajaram em cápsulas de biocontenção aérea.
Onde está o navio agora
O MV Hondius está nas Ilhas Canárias após deixar Cabo Verde. Depois da retirada dos passageiros, o navio deverá seguir para Rotterdam, na Holanda, onde passará por:
- descontaminação;
- inspeção sanitária;
- investigação epidemiológica.
O que dizem as autoridades de saúde
A Organização Mundial da Saúde afirmou que o risco global permanece baixo porque o hantavírus normalmente não se espalha facilmente entre pessoas.
O diretor interino do Centers for Disease Control and Prevention, Jay Bhattacharya, declarou que a situação “não deve causar pânico”, embora esteja sendo tratada com protocolos rigorosos de isolamento e monitoramento.
A OMS recomendou acompanhamento médico dos passageiros por até 42 dias após a exposição ao vírus.