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EUA volta a bombardear Irã e países trocam acusações
Menos de dez dias após o fim da guerra, Estreito de Ormuz volta ao estado de alerta com ataques de drones e bombardeios
Publicado em 27/06/2026 00:35
Internacional

Ataques interromperam operações de retirada de navios retidos no Estreito de Ormuz - (crédito: Foto por US CENTRAL COMMAND (CENTCOM) / AFP)

O frágil cessar-fogo no Oriente Médio ganhou um novo capítulo, nesta sexta-feira (26/6), com os Estados Unidos voltando a bombardear o Estreito de Ormuz em represália ao ataque de drones iranianos a um navio cargueiro na quinta (25/6). A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou novos ataques. 

De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, o bombardeio atingiu “locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras”. 

Explosões foram ouvidas na cidade de Sirik, no sul do Irã, segundo a rede de notícias Al Jazeera, e a torre de comunicações de uma emissora local teria sido atingida. 

Em resposta aos ataques americanos, a IRGC anunciou que atingiu posições militares dos EUA na região, sem mais detalhes. Em comunicado, as forças iranianas condenaram os bombardeios norte-americanos e afirmaram que, em caso de novas agressões, “os ataques serão mais abrangentes”. 

Nas redes sociais, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, acusou o Irã de violar o acordo firmado em 17 de junho. “O Irã assinou um acordo de cessar-fogo. Nós o cumprimos. Se eles tiverem desacordos sobre como o Memorando de Entendimento está sendo aplicado, eles podem pegar o telefone. Mas a violência será respondida com violência”, publicou. 

Ainda não se sabe se o ataque de drones que motivou os bombardeios foi realmente feito por forças iranianas. As operações de evacuação de navios que ficaram retidos no Estreito de Ormuz durante a guerra entre EUA/Israel e Irã tiveram de ser interrompidas.

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI) das Nações Unidas, Arsenio Dominguez, afirmou que as operações foram temporariamente suspensas para reafirmar se as garantias de segurança continuam em vigor para os navios e marinheiros na região.

Junio Silva

Correio Braziliense

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