Carla Zambelli foi condenada pelo STF a mais de 15 anos de prisão somando processos por invasão de sistema e porte de arma - (crédito: Reprodução/X/@ZambelliCarla_)
A ex-deputada federal Carla Zambelli voltou às redes sociais após deixar a prisão na Itália. Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ela deixou o Brasil após as decisões judiciais e foi localizada no país europeu, onde acabou detida enquanto a Justiça italiana analisava o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro.
Em um vídeo publicado no X e no Instagram, nesta sexta-feira (25/7), Zambelli afirmou que retomará a comunicação com os seguidores durante o período eleitoral e comentou sobre a disputa de 2026.
“Volto para minhas redes e vamos conversar durante toda essa campanha. Muita coisa tem para acontecer. Nós temos que falar do que está acontecendo de errado no Brasil e temos que apontar qual é o caminho, qual é a solução. E a solução passa, obviamente, pela eleição”, afirmou.
Na publicação, a ex-parlamentar também divulgou a candidatura da mãe, Rita Zambelli (PL-SP), que deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Durante o período em que permaneceu presa, os perfis de Zambelli nas redes sociais eram administrados pela mãe.
Zambelli deixou a prisão em maio deste ano, após a Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, anular uma decisão que havia autorizado sua extradição para o Brasil.
Condenações no Brasil levaram à prisão e à cassação do mandato
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão, acusada de ser a autora intelectual do ataque ao sistema do CNJ. Após a decisão da Justiça italiana, ela passou a responder ao caso em liberdade.
Além dessa condenação, Zambelli também foi sentenciada pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e perseguição armada contra um homem em São Paulo. A Justiça italiana determinou que esse processo seja reavaliado em uma instância inferior.
Eleita deputada federal por São Paulo em 2022, pelo Partido Liberal (PL), com mais de 946 mil votos, ela teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2025.
A decisão ocorreu após a Corte concluir que a então parlamentar utilizou as redes sociais para divulgar informações falsas e atacar a legitimidade do processo eleitoral durante a campanha de 2022. O tribunal também determinou sua inelegibilidade por oito anos.