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Brasil extradita maior traficante de armas da América do Sul
Diego Hernán Dirisio estava preso na Argentina desde fevereiro de 2024 e é investigado por esquema que abastecia facções criminosas brasileiras
Publicado em 10/09/2026 23:36
Internacional

Argentino Diego Hernan Dirísio, apontado como maior traficante de armas da América do Sul - (crédito: Reprodução/Redes sociais)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), coordenou a extradição para o Brasil do argentino Diego Hernán Dirisio, conhecido como “Mestre das Armas”. Ele apontado por órgãos de segurança como o maior traficante de armas da América do Sul. Segundo as investigações, ele abastecia facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

A entrega formal às autoridades brasileiras ocorreu na quarta-feira (9/9), após a conclusão das etapas judiciais na Argentina. Dirisio foi conduzido pela Polícia Federal Argentina ao aeroporto de Buenos Aires, embarcou para São Paulo e foi entregue às autoridades brasileiras em uma ação conjunta das forças de segurança dos dois países.

A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, afirmou que a extradição demonstra a importância da cooperação jurídica internacional para garantir que investigados por crimes transnacionais respondam perante a Justiça brasileira.

Dirisio estava preso na Argentina desde 2 de fevereiro de 2024, quando foi localizado em Córdoba após seu nome ser incluído em um alerta internacional da Interpol solicitado pelo Brasil. O pedido de extradição foi formulado pela Justiça Federal na Bahia.

O processo de extradição ativa foi coordenado pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), vinculado à Senajus, que atua como Autoridade Central brasileira para a cooperação jurídica internacional.

Segundo as investigações, o esquema de tráfico internacional utilizava uma empresa sediada no Paraguai para importar armas fabricadas na Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia. Os armamentos eram posteriormente desviados ilegalmente para o Brasil.

Parte das armas teria como destino organizações criminosas brasileiras, entre elas o Primeiro Comando da PCC e o CV. Antes da entrada no território brasileiro, a numeração de série de parte dos armamentos era removida, com o objetivo de dificultar o rastreamento pelas forças policiais.

Pedro José Borges

Correio Braziliense

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