Copa Betano do Brasil simboliza a atuação das plataformas de apostas legalizadas, defendendo a regulamentação no mercado nacional - (crédito: CBF)
Uma eventual proibição das apostas no Brasil não eliminaria a prática, mas sim acabaria com a proteção dos jogadores. A avaliação é de operadoras licenciadas que assinaram um manifesto da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
Segundo dados do Ministério da Fazenda, o país tem 31 milhões de pessoas ativas em plataformas de apostas legalizadas. Esse número representa cerca de 20% do eleitorado nacional, com a maioria apostando de forma recreativa e responsável.
Com uma proibição, esses jogadores migrariam para ambientes sem controle, que aceitam menores de idade e cartões de crédito. Atualmente, o mercado autorizado exige verificação de idade e CPF, além de adotar políticas de saúde mental e de autoexclusão. As empresas também recolhem impostos destinados a políticas públicas.
Fiscalização como proteção
As empresas do setor afirmam compartilhar a preocupação com o endividamento e o jogo problemático, defendendo que um mercado regulado é a melhor forma de enfrentar a questão. As plataformas legais já impedem que 3 milhões de beneficiários de programas sociais realizem apostas e atenderam a 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão. Nenhuma plataforma ilegal oferece essas garantias.
O mercado ilegal no Brasil é frequentemente explorado pelo crime organizado para aplicar golpes digitais, principalmente contra a população mais vulnerável. O governo já bloqueou mais de 66 mil domínios ilegais, mas, em uma única semana de setembro, 6.409 permaneciam ativos e 14 novos eram criados diariamente.
Hoje, o mercado clandestino responde por 41% do volume apostado no país. Com a proibição, esse número chegaria a 100%. A consultoria LCA estima que, nesse cenário, o Brasil poderia perder até R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030.
O setor se diz pronto para discutir medidas como limites de depósito e de tempo, regras mais rígidas para publicidade e ações de cuidado em saúde mental. Proibir não protege o apostador, apenas o direciona para ambientes sem qualquer tipo de fiscalização.
Confira o comunicado da Betano
A Betano assina, ao lado das operadoras licenciadas do Brasil, o manifesto da ANJL e do IBJR. A proibição não acaba com as apostas no Brasil, mas com a proteção de quem aposta.
Segundo o Ministério da Fazenda, 31 milhões de pessoas estão ativas nas plataformas de apostas legalizadas, cerca de 20% do eleitorado nacional, que, em sua imensa maioria, aposta de forma recreativa e responsável.
Essas apostas não deixarão de ser feitas com uma medida provisória; apenas mudarão de endereço para ambientes sem controle, que aceitam menores de idade e cartões de crédito. No mercado autorizado, as plataformas verificam idade e CPF, adotam políticas de saúde mental e autoexclusão e recolhem impostos para políticas públicas.
Compartilhamos a preocupação com o endividamento das famílias e com o jogo problemático, e quem tem as melhores condições de enfrentar esse problema é justamente um mercado altamente regulado. O mercado legal hoje impede que 3 milhões de beneficiários de programas sociais apostem e já atendeu 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão. Nenhum site ilegal faz isso.
O mercado ilegal brasileiro tem um agravante: é explorado pelo crime organizado para aplicar golpes digitais contra a população mais vulnerável. O governo já bloqueou mais de 66 mil domínios ilegais. Mesmo assim, em uma só semana de setembro, 6.409 seguiam no ar, e 14 novos são criados por dia. O mercado clandestino já responde por 41% do volume apostado no país. Com a proibição, esse número saltará para 100%.
Se a proibição atingir todo o mercado regulado, a consultoria LCA estima que até R$ 73 bilhões em arrecadação estariam em risco entre 2027 e 2030, caso 100% da demanda migre para operadores ilegais.
Se o objetivo é proteger o cidadão, o caminho é mais fiscalização, não menos. Estamos prontos para discutir limites de depósito e de tempo, regras mais rígidas de publicidade, cuidado em saúde mental e mais rigor no combate aos sites ilegais. Nada disso pode ser exigido de quem opera na clandestinidade.
Proibir não protege o apostador. Apenas o empurra para ambientes sem fiscalização.
ANJL e IBJR
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.