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Chuvas causam transtornos no segundo turno das eleições no Brasil, com alerta para o Rio Grande do Sul
Por Tendência
Publicado em 25/10/2026 13:31
Eleições

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 acontece neste domingo, 25 de outubro, sob a influência de instabilidades meteorológicas em diferentes regiões brasileiras. Chuvas volumosas registradas no sábado e a passagem de uma frente fria pelo Centro-Sul aumentam a preocupação com alagamentos, enxurradas, interrupções de energia elétrica e dificuldades de acesso aos locais de votação.

A situação exige atenção especial no Sul e no Sudeste, onde as condições meteorológicas podem afetar a mobilidade urbana e rural. Entretanto, é importante distinguir os riscos previstos das ocorrências efetivamente confirmadas: até o momento, não há comprovação de que as chuvas tenham provocado uma paralisação generalizada da votação no país.

Rio Grande do Sul: preocupação com estradas, alagamentos e locais de votação

No Rio Grande do Sul, a previsão para este domingo aponta céu predominantemente nublado, temperaturas mais baixas e possibilidade de chuva fraca a moderada em diferentes áreas. O cenário é menos favorável nas localidades que já enfrentaram precipitação volumosa, especialmente no Norte, no Noroeste e em trechos da Serra.

A chuva intensa registrada no sábado atingiu áreas do Sul do Brasil, com acumulados entre 70 e pouco mais de 100 milímetros em diversos pontos da região. Embora a previsão indique redução da probabilidade de novos temporais fortes neste domingo, os efeitos da precipitação anterior podem persistir.

Em municípios que sofreram alagamentos, a preocupação envolve estradas rurais, pontes, acessos a comunidades e eventuais danos à infraestrutura. A dificuldade de deslocamento pode ser maior para idosos, pessoas com deficiência e eleitores que dependem do transporte público ou de veículos disponibilizados por familiares.

Em Humaitá e outros municípios do Noroeste gaúcho, os registros de prejuízos causados por chuvas anteriores reforçam a necessidade de acompanhar as condições locais. Contudo, não há confirmação nesta apuração de que os alagamentos mencionados tenham impedido eleitores de votar especificamente neste domingo.

Justiça Eleitoral monitora os efeitos do clima

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a atuação da Sala Nacional de Situação Climática para acompanhar riscos meteorológicos, hidrológicos e geológicos durante o segundo turno.

A estrutura reúne o TSE, os 27 tribunais regionais eleitorais e instituições técnicas, entre elas o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Entre as atribuições estão identificar áreas vulneráveis, avaliar as condições dos locais de votação, acompanhar rotas de transporte das urnas eletrônicas e coordenar respostas em situações de emergência.

No Rio Grande do Sul, o TRE-RS informou previamente alterações pontuais em locais de votação de Manoel Viana, São Luiz Gonzaga e Uruguaiana, relacionadas a questões estruturais e aos efeitos das enchentes. O tribunal orientou os eleitores a consultar os canais oficiais antes de sair de casa.

As mudanças são localizadas e não significam que todo o eleitorado desses municípios tenha sido transferido para outros endereços.

São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro estão entre as áreas de atenção

A instabilidade deste domingo também alcança outros estados.

São Paulo: a previsão meteorológica indica possibilidade de chuva forte em áreas do interior, do centro-norte paulista e em pontos próximos ao Vale do Paraíba. A chuva pode dificultar deslocamentos e aumentar o risco de alagamentos em áreas urbanas.

Paraná: o estado está entre os pontos de maior atenção devido aos temporais registrados no fim de semana. A chuva intensa pode deixar vias comprometidas e exigir cuidados adicionais no trajeto até as seções eleitorais.

Santa Catarina: há possibilidade de precipitação moderada a forte em diferentes áreas, especialmente durante a tarde e a noite. A situação exige atenção em municípios que registraram chuva volumosa.

Rio de Janeiro e Minas Gerais: a passagem da frente fria mantém o risco de chuva forte em diversas localidades, com possibilidade de alagamentos, transtornos no trânsito e impactos no deslocamento dos eleitores.

As previsões publicadas neste domingo apontam redução do risco de chuva intensa em parte do Sul, enquanto áreas do Sudeste permanecem sob maior atenção meteorológica. As condições podem variar significativamente entre municípios vizinhos.

E nas demais regiões do Brasil?

No Centro-Oeste, a previsão indica possibilidade de pancadas isoladas, principalmente à tarde, em áreas de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. No Distrito Federal, o calor e a possibilidade de chuva localizada também exigem acompanhamento das atualizações meteorológicas.

No Norte, o calor predomina, mas há previsão de pancadas de chuva em pontos do Amazonas, Pará e Tocantins, além de ocorrências isoladas em outros estados.

No Nordeste, a expectativa é de tempo predominantemente seco e quente, com menor probabilidade de chuva na maioria das capitais. Em áreas do interior, as temperaturas podem se aproximar de 40°C, tornando importante a hidratação e a proteção contra o sol durante o deslocamento para votar.

A chuva pode impedir o exercício do voto?

A ocorrência de chuva, por si só, não suspende a votação nem elimina a obrigação eleitoral. Entretanto, situações excepcionais, como enchentes, deslizamentos, vias intransitáveis ou danos estruturais aos prédios, podem exigir medidas específicas da Justiça Eleitoral.

Entre as alternativas estão a transferência de seções para locais seguros, a adoção de rotas emergenciais e a reorganização dos serviços necessários à continuidade do pleito.

O eleitor deve consultar o aplicativo e-Título e os canais oficiais do respectivo tribunal regional para confirmar o endereço da seção e verificar eventuais alterações. Em áreas inundadas, a orientação é não atravessar ruas alagadas, pontes submersas ou trechos de estrada cobertos pela água.

Transporte gratuito pode ajudar no deslocamento

No Rio Grande do Sul, o TRE-RS informou que o transporte público coletivo será gratuito neste domingo, incluindo ônibus urbanos municipais, transporte metropolitano e viagens intermunicipais de longo curso, conforme as regras divulgadas pelo tribunal.

A medida busca facilitar o acesso às urnas, especialmente para quem enfrenta dificuldades financeiras ou depende do transporte coletivo. No entanto, a gratuidade não elimina os obstáculos provocados por alagamentos, interrupções de linhas ou condições inseguras nas estradas.

Democracia também depende de condições seguras de acesso

O desafio deste domingo não se limita à previsão do tempo. Em regiões atingidas por temporais, garantir o exercício do voto depende também de acessibilidade, transporte, energia elétrica e condições adequadas de funcionamento das seções eleitorais.

A atuação preventiva da Justiça Eleitoral é fundamental para reduzir riscos e evitar que situações de emergência comprometam o processo democrático. Ao mesmo tempo, a divulgação de informações precisas sobre alterações de locais e condições de acesso é indispensável para que os eleitores possam se organizar.

Até o momento, os dados consultados apontam riscos meteorológicos e medidas preventivas, mas não comprovam uma interrupção generalizada da votação neste domingo. O balanço definitivo dos efeitos da chuva sobre o comparecimento dos eleitores e o funcionamento das seções dependerá das informações divulgadas pelas autoridades eleitorais ao longo do dia.

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