O agora ex-presidente Santiago Peña - (crédito: Federico Parra/AFP)
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi destituído de seu cargo nesta sexta-feira (6/11) após um rápido processo de impeachment. A queda de Peña aconteceu em meio a um dos maiores escândalos financeiros do país, que envolveu o fechamento do banco Ueno.
A destituição foi aprovada por 44 votos favoráveis e uma ausência (de um total de 45 cadeiras). A decisão contou com o apoio de todas as bancadas.
"De acordo com o resultado da votação, declara-se culpado o acusado Santiago Peña Palacios por mau desempenho de suas funções e, consequentemente, ele é destituído de pleno direito do cargo de presidente da República do Paraguai", afirmou o presidente do Senado, Basilio Núñez.
Antes mesmo da votação ser realizada, Peña já havia admitido a derrota. Em comunicado, divulgado minutos antes, afirmou que apresentou a renúncia para "evitar maiores danos ao país e ajudar a restabelecer a tranquilidade no Paraguai". Além disso, disse não querer que a própria presença causasse "mais divisão ou instabilidade". "Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu futuro pessoal", completou.
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