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Sobe para 34 o número de imigrantes mortos ao tentar chegar à Espanha pelo mar
Publicado em 31/07/2026 17:27
Internacional

Mais de 49 mil migrantes entraram em Ceuta nas últimas 24 horas, segundo o Ministério do Interior da Espanha. - (crédito: AFP)

Autoridades da Espanha afirmaram nesta sexta-feira (31/8) que pelo menos 34 pessoas morreram nas águas de Ceuta, segundo a agência de notícias espanhola AFP. Os corpos foram encontrados após milhares de pessoas atravessarem a fronteira entre o Marrocos e o exclave espanhol pelo mar, na quinta-feira (30). 

Mais de 60 mil migrantes entraram em Ceuta nas últimas 24 horas, segundo o Ministério do Interior da Espanha. A maioria são jovens marroquinos, mas também famílias e crianças. O local é uma cidade autônoma espanhola no norte da África, na margem africana da desembocadura oriental do estreito de Gibraltar.

"Quero expressar, da forma mais sincera, em nome de todos nós, nossa mais profunda tristeza e pesar" pelas "34 mortes causadas por essa avalanche", disse o presidente de Ceuta, Juan Vivas, em uma coletiva de imprensa.

Essa rota é considerada uma das mais perigosas e organizações humanitárias registram centenas de mortes todos os anos em tentativas de travessia pelo mar.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o exato momento. De acordo com informações da agência  EFE, o local recebe dezenas de marroquinos diariamente há pelo menos dez dias. Antes da cerca de segurança da fronteira ser liberada, muitos a escalaram para passar.

Moradores flagraram a chegada da multidão. A travessia entre os dois países, feita por meio de Fnideq, cidade marroquina mais perto do enclave espanhol, foi feita a pé e até mesmo a nado. Os policiais, incapazes de segurar o fluxo, permitiram a entrada de todos. 

Segundo autoridades regionais, 1,5 mil pessoas chegaram a Ceuta na semana passada, entre os dias 20 e 25 de julho. As travessias também continuaram na madrugada desta sexta-feira, com alguns confrontos entre a polícia e os migrantes. Imagens compartilhadas online parecem mostrar pedras sendo atiradas por cima das passagens de fronteira e milhares de jovens migrantes dormindo nas ruas.

No centro de acolhimento de imigrantes da região, mais de 400 pessoas aguardavam a admissão, nesta quarta-feira (29/7). As 512 vagas totais já haviam sido preenchidas. Algumas adicionais também já estavam esgotadas. 

A migração em massa é motivada, principalmente, pela falta de empregos e condições precárias de vida nas cidades vizinhas, como em Fnideq. A onda de travessias recente ocorre após a Suprema Corte da Espanha ter decidido, neste mês, que migrantes interceptados no mar enquanto tentam chegar a Ceuta ou Melilla, outro enclave espanhol, não podem ser sumariamente devolvidos a Marrocos.

Giovanna Rodrigues

Correio Braziliense

 

 

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